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SESSÃO ORDINÁRIA: 22/08 - 17H

imprensa

13/07/2017

Secretário de Educação fala aos vereadores sobre os trabalhos da pasta

Destaque

A Câmara de Vereadores recebeu durante a última sessão ordinária, dia 11, o secretário municipal de Educação, José Zancanaro, convidado pelo Legislativo - a partir de requerimento apresentado por Leonardo Schmitz (DEM) e aprovado pelo plenário - para se pronunciar sobre os trabalhos da pasta relativos a 2017.

O secretário discorreu a respeito de diversos assuntos, destacando primeiramente a elaboração – ainda em 2016, em conjunto com a administração Bóca Cunha (PP) – do processo seletivo para contratação de servidores e as dificuldades acarretadas pela rescisão de contratos temporários. “Todos os meses, temos professores terminando o contrato, e precisamos repor esses professores. A grande maioria vai acabar no final de setembro. O triste é que muitos deles estão mal classificados no processo seletivo realizado no início do ano, e terá de ser trocado o professor no último bimestre”, afirmou. “Realmente, é um ano atípico e temos de administrar da melhor forma possível para haver o mínimo de prejuízo ao ensino-aprendizagem e às famílias”.

De acordo com Zancanaro, a Secretaria de Educação conta hoje com 2058 servidores, dentre professores, serventes, merendeiras, monitores, diretores e outros – que representam quase 60% do funcionalismo público da prefeitura. “Bom seria se todos os admitidos no início deste ano terminassem seu contrato em 15 de dezembro. E ainda temos um giro de afastamentos por tratamentos de saúde, licenças e términos de contrato, em média de 40 a 50 pessoas todos os meses”, frisou.

Ele lembrou também da distribuição de uniformes escolares de verão e de inverno providenciada pela atual gestão e prestou contas dos valores investidos pelo poder público na aquisição das peças, bem como na compra de materiais escolares – mochilas, estojos e bolsas para as crianças do berçário, entregues em maio. “Investimos R$ 1,8 milhão de recursos próprios [da prefeitura] para não deixar faltar a merenda”, ressaltou ao falar sobre a alimentação nos educandários.

Outro ponto abordado pelo secretário foram as reformas empreendidas pelo governo Jonas Paegle (PSB) em certas unidades escolares, como o Centro de Educação Infantil Sofia Dubiela, no bairro Santa Rita. A Educação Infantil, disse adiante, é o “grande gargalo” da pasta, particularmente devido à falta de vagas e à incapacidade do governo em atender toda a demanda. “Temos que ampliar [o número de vagas] de forma bastante generosa, porque esta é uma vertente crescente”, avaliou. “Iniciamos esta administração com 413 crianças na fila de espera. Atendemos 424, mas a demanda aumentou tanto que hoje são 803 na fila”.

Zancanaro citou ainda a polêmica envolvendo a junção de turmas do Ensino Fundamental. Ele justificou que a medida não foi tomada antes pelo governo porque havia a expectativa de preenchimento das vagas, motivada pela migração de alunos de escolas particulares para a rede pública de ensino. “Houve uma migração, mas também houve evasão. Muitas famílias saíram de Brusque, talvez procurando dias melhores”, refletiu. “Nossa preocupação maior é com a comunidade e com os pais. Talvez não tenha sido bem interpretado: só vamos reduzir aquilo que não prejudicar. Por exemplo, se tiver duas sétimas séries de manhã, uma com 12 estudantes e outra com 15, é possível fazer uma única turma”, explicou. “Mas se houver uma turma de manhã e outra à tarde, será conversado com todos os pais, os professores das turmas e o diretor da unidade escolar. Se tiver dificuldades, vamos manter as duas classes. No final do ano, no período de matrículas para 2018, será aberta uma só turma. Se o número de alunos [previsto em lei] for preenchido, abre-se a segunda. Vai imperar o bom senso”.

Após a explanação do convidado, os vereadores dirigiram-lhe questionamentos, respondidos em seguida.

Assista no vídeo abaixo à participação de José Zancanaro na sessão da Câmara de Vereadores:  

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