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SESSÃO ORDINÁRIA: 27/06 - 17H

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09/06/2017

​Câmara solicitará ao IML/SC a contratação de mais dois legistas para Brusque

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A Câmara de Vereadores aprovou na última sessão ordinária, na terça-feira 6, requerimento que solicita a nomeação urgente de mais dois médicos legistas para o Instituto Médico Legal (IML) de Brusque. O pedido, de autoria do vereador Deivis da Silva, o Deivis Jr (PMDB), será encaminhado ao diretor do IML/SC, Rudinei Lásio Brick Tenório, com cópia à Agência de Desenvolvimento Regional de Brusque (ADR) e à Secretaria de Segurança Pública. Atualmente, um único especialista nessa função atua no município.

O parlamentar justifica no requerimento que “a demanda de serviços do IML está sobrecarregando os atuais dois funcionários e o único médico legista”. Para exemplificar, Deivis cita o acidente que vitimou na sexta-feira 2 o motociclista Daniel Mattioli, morador do bairro Guarani: “A família foi obrigada a aguardar com muita angústia e falta de respeito a liberação do corpo, que somente ocorreu na manhã do dia seguinte, no sábado, em função do fechamento do IML às 20 horas de sexta-feira”.

Aos finais de semana, observa, “quando o único médico do IML de Brusque está de folga, a cidade fica na dependência de Balneário Camboriú para ter laudos ou atestados de óbitos”. A solicitação por mais especialistas, continua, ocorre no momento em que se encontra aberto processo de concurso público do IML para médico legista, com uma só vaga prevista para Brusque - “mas isso pode demorar um ano, em face às etapas do processo seletivo e outras situações inerentes a nomeação”. O vereador sugere que, a partir das novas contratações, os médicos trabalhem no sistema de plantão 24 por 48 horas, “com o objetivo de que, em qualquer hora e dia, este serviço esteja à disposição da comunidade”.

Na tribuna, Deivis reforçou as argumentações: “Há cerca de um ano, o IML em Brusque conta com apenas um médico, atuando de segunda a sexta-feira, praticamente das 7h até às 20h. Quando o corpo desse jovem motociclista chegou, o IML já havia encerrado o expediente, e a família, naturalmente, teve de aguardar a reabertura, que ocorreu somente no sábado, às 7h”. Após todos os procedimentos obrigatórios, o corpo de Daniel foi liberado para o velório já próximo ao meio-dia, acrescentou. “Como o sepultamento foi realizado por volta das 16h, a família teve apenas quatro horas para prestar suas condolências com o corpo ainda presente, o que poderia ser antecipado caso o IML tivesse um plantão 24 horas”.

“A família realmente passou por um momento de profunda infelicidade, não só pelo catastrófico acidente, como também por esta intolerável e inexplicável ação do Estado. [...] Num momento de profunda tristeza, pensem no desespero da família, querendo velar seu ente perdido e ainda ouvir que “é preciso acompanhar o protocolo’. Que protocolo? Isso é de uma ineficiência e incompetência sem cabimento. Se persistir esse tipo de situação, [...] que se faça o plantão e devolva o corpo o mais rápido possível”, afirmou Celso Carlos Emydio da Silva, o Dr. Celso (DEM). “O velório é uma simbologia religiosa, o último momento em que os familiares estarão com o corpo. Nenhuma família merece passar por esta situação. Que o IML tenha condições de fazer um atendimento mais rápido”, frisou Jean Pirola (PP).

Talita Garcia/Câmara Municipal de Brusque 

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