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08/06/2017

​Legislativo aprova requerimento que pede ao Exército a instalação de ponte emergencial em Brusque

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Vereador Cleiton Bittelbrunn, autor do requerimento pela ponte Bailey

A interdição da ponte Arthur Schlösser, conhecida como ponte do terminal, que teve um dos pilares deslocados durante a recente cheia do Itajaí-Mirim, motivou a apresentação de um requerimento endereçado ao Comando Militar do Sul do Exército Brasileiro “solicitando a instalação de uma ponte Bailey, a fim de garantir a logística das áreas centrais da cidade”. A proposição, de autoria do vereador Cleiton Luiz Bittelbrunn (PRP), foi discutida e aprovada durante a última sessão ordinária, na terça-feira, 6.

“No Japão, um país de elevada engenharia e estabilidade econômica, o Estado levaria menos de uma semana para solucionar o problema da ponte Arthur Schlösser. Aqui em Brusque, o prefeito já anunciou que a recuperação da ponte levará de 120 a 180 dias, ou seja, será cerca de cinco meses de um verdadeiro inferno no trânsito”, disse Bittelbrunn. As Forças Armadas, afirmou, possuem recursos suficientes para lidar com situações de emergência. A ponte Bailey, de acordo com o parlamentar, pode ser montada dentro de 48 horas.

Marcos Deichmann (PEN) enalteceu as argumentações do autor do requerimento, mas desaprovou a demora que deverá levar a reforma da ponte danificada pela força das águas: “Se o Exército se envolver nessa questão, com certeza resolverá rapidamente essa situação caótica em que se encontra hoje o nosso trânsito, mas fico triste em receber a notícia de que a reforma da ponte vai demorar 180 dias. Acho mais prudente que o governo abra uma licitação e faça o projeto de uma nova ponte, e retire aqueles pilares de dentro do rio”, sugeriu. “Com custo baixo, dá para fazer uma ponte nova e eficiente. É melhor do que reformar uma estrutura comprometida”.

Líder do governo, Deivis da Silva, o Deivis Jr. (PMDB), salientou que a Prefeitura estuda adotar medidas que possibilitem, dentro de alguns dias, liberar a ponte Arthur Schlösser para a passagem de pedestres e o trânsito de veículos, em meia pista. Num segundo momento, acrescentou, o Executivo providenciará a recuperação da estrutura. O prazo para que esse trabalho seja concluído, confirmou, pode levar até 180 dias.

Ivan Martins (PSD) ressaltou que dentre as sugestões do engenheiro e professor Heinz Dieter Oskar August Fill para Brusque estava a remoção ou o içamento das pontes com bases de pilares, os quais acabam por represar as águas do rio. Em 1988, Fill desenvolveu um estudo sobre contenção de cheias específico para o município, que incluiu a avenida Beira Rio. Naquela época, disse, a ponte Arthur Schlösser foi içada, conforme a orientação. O vereador também defendeu que a Câmara retome a “luta pela construção da barragem de Botuverá”. Para ele, o empreendimento, aliado às obras do PAC e ao prolongamento da avenida Beira Rio, é fundamental para minimizar os impactos das enchentes em Brusque.

Jean Pirola (PP), em aparte, lembrou que o próprio Martins foi alvo de críticas quando sugeriu que fosse roçada das margens do Itajaí-Mirim a vegetação não nativa, inclusive com a retirada de algumas árvores – outra medida apontada por Heinz Fill como necessária a melhor vazão das águas. “Se essas ideias fossem levadas ao pé da letra, não teríamos tantos prejuízos como nesses dias”, disse o parlamentar.

Sebastião Alexandre Isfer de Lima, o Dr. Lima (PSDB), também falou sobre a situação da ponte Arthur Schlösser: “Aquele sistema [de pilares] dentro do rio é inadmissível atualmente. Não sei como estão as outras pilastras, mas não adianta reformar uma e a providência talvez tenha nos dado a oportunidade de evitar uma tragédia. Acredito que deva ser pensado na possibilidade de fazer uma ponte que não tenha nenhuma pilastra, até mesmo com quatro pistas”.

Talita Garcia/Câmara Municipal de Brusque 

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