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SESSÃO ORDINÁRIA: 22/08 - 17H

imprensa

01/06/2017

Deichmann esclarece motivação que o fez interferir junto ao Executivo pelo transporte de um paciente

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária da terça-feira, 30, o vereador Marcos Deichmann (PEN) ocupou a tribuna para justificar as razões que o levaram a pedir ajuda ao também vereador Nilson Pereira (PSB) - que por sua vez contatou diretamente um servidor do poder Executivo - para que fosse providenciado o transporte de um paciente que recebera alta do hospital de Azambuja até a sua residência.

“Na sexta-feira [19], eu estava numa confraternização em que também estava o vereador Nilson e, de repente, recebi uma mensagem de áudio da filha deste paciente, que foi atendido no hospital de Azambuja e realmente estava numa situação precária de saúde – ele já está sofrendo há três meses e reincidentemente precisa ir ao hospital. É uma pessoa de idade avançada e muito debilitada. Ele recebeu alta do pronto-socorro e, com certeza, no estado em que se encontrava, que era irreversível devido a um AVC, não seria possível fazer o transporte em carro particular. A filha desse paciente, junto com seu marido, ligou para a Policlínica, e solicitou que fosse feito o transporte até a sua residência, mas o pedido foi negado, sendo que no dia anterior ele também teve de se consultar no pronto-socorro e, por volta das 20h30, foi liberado e transporte realizado, sem qualquer intervenção. [...] Recebendo esse áudio, [...] de um familiar em desespero ao ver o pai em um leito de hospital, sem poder levá-lo para casa, eu não poderia ter agido diferente a não ser interferir diretamente aos responsáveis. Naquele momento, eu não tinha o contato direto do secretário de Saúde [Humberto Fornari], então, perguntei ao vereador Nilson se ele tinha o número do secretário, para que pudéssemos perguntar a ele como poderíamos ajudar nessa situação. E foi isso que a gente fez, em conjunto. Ligamos para o vice-prefeito [Ari Vequi], que foi solícito e também ligou para o secretário, ligamos para o chefe de gabinete [Aurinho Silveira de Souza], falamos com ele, que também foi solícito, falou com o secretário, que nos retornou dizendo que seria arrumada uma solução. Acho que esse é o papel do vereador: somos a ligação entre a comunidade e o Executivo, somos líderes comunitários. Ninguém está fazendo aqui, como foi colocado [na imprensa], uma ‘advocacia administrativa’, de utilização do poder político para facilitar uma situação particular. Era um caso de urgência e emergência, não podemos nos privar, nesse momento, de fazer essa ponte direta”, argumentou o parlamentar.

“Inclusive, devido a esse caso, fiz hoje um requerimento para que a Secretaria de Saúde disponibilize para a cidade um plantão 24 horas e uma ambulância para esses casos específicos, devidamente prescritos e com orientação médica”, acrescentou o vereador.

Pereira, em aparte, também se manifestou sobre o caso: “Não conheço a família, não sei quem é, mas senti na hora o desespero, vossa excelência naquela hora querendo ajudar e não tinha como. Aquilo me comoveu. Poderia ser um familiar meu, seu, de qualquer dos senhores ou da imprensa. Temos que estar prontos para ajudar, porque se um vereador ou o prefeito não faz, é negligência. Se morre, nós somos culpados. Mas estamos com a consciência tranquila, ninguém fez nada fora da lei”.

“Se a intervenção nesses casos urgentes for considerada crime, as indicações que fazemos na Câmara também são crimes, porque também dizem respeito a casos específicos”, complementou Deichmann.

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